Você está fazendo as perguntas certas?

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A comunicação nada mais é do que a ação de transmitir uma mensagem e, eventualmente, receber outra mensagem como resposta. Parece algo simples, não é mesmo? De fato é, mas muitas vezes complicamos o processo por não sabermos como nos comunicar adequadamente. 

Vamos fazer uma rápida reflexão. Leia a frase novamente:

A comunicação nada mais é  do que a ação de transmitir uma mensagem e, eventualmente,
receber outra mensagem como resposta.

Você percebeu que a palavra eventualmente está destacada e não é à toa. Pense e reflita sobre algumas situações recentes, em casa ou no trabalho, onde você não teve sucesso no processo de se comunicar. Pense em algo que você solicitou e não foi atendido ou em uma pergunta que você fez e não obteve uma resposta satisfatória, por que isso aconteceu? Porque houve uma falha na comunicação, não há como negar.

Tanto em nossas relações pessoais quanto profissionais enfrentamos, diariamente, o desafio de sermos compreendidos e grande parte dos conflitos existentes na humanidade ocorrem devido as falhas no processo de comunicação. Agora, você acredita que a culpa é de quem recebe a mensagem ou de quem a transmite?

Bem, de acordo com a Programação Neuro Linguística (PNL) a culpa é e sempre será de quem transmite a mensagem, ou seja, do comunicador. Diante disso, transmitir mensagens de forma clara e transparente, sempre utilizando a especificidade e fazendo um acompanhamento das reações verbais e não verbais do seu público fará com que seu processo de comunicação se torne cada vez mais eficaz, mas o passo mais importante para que você alcance resultados ainda mais incríveis vem a seguir, continue comigo.

Se você já utiliza os itens mencionados no parágrafo anterior em sua comunicação e, ainda assim, não está obtendo os resultados que deseja, talvez você não esteja fazendo as perguntas certas. Sim, é isso mesmo, perguntas bem-feitas obrigam o receptor das suas mensagens a lhe entregar respostas bem elaboradas, diferentes de sim e não que servem apenas para questões muito específicas.

Perguntas bem-feitas são perguntas abertas e elas exigem que a pessoa pare, pense e reflita. As respostas dessas perguntas trazem muito mais do que fatos, elas são apresentadas junto a sentimentos, opiniões ou ideais pessoais sobre o assunto. Quando você usa perguntas abertas, o controle é transferido para a pessoa que deve responder à pergunta e com isso você obtém, de quebra, o envolvimento da pessoa no assunto e na resolução daquilo que está sendo transmitido, mas atenção, determine os limites e lembre-se de ser especifico, perguntas abertas sem especificidade também contribuem, diretamente, com falhas na comunicação.

Perguntas abertas incentivam a criatividade, aumentam a conectividade e possibilitam uma maior e melhor sondagem dos assuntos abordados, mas nada disso tem valor se você não praticar a escuta ativa, o ouvir com atenção.

Desafio: em sua próxima reunião de negócios, organize seus objetivos com antecedência, prepare algumas perguntas abertas e que serão direcionadas a pessoas específicas cuja o objetivo da resposta já esteja bem definido por você. Avalie seus resultados e observe se você agiu de forma específica e direcionada de acordo com as suas intenções. Fez tudo certo? Parabéns! Não fez? Parabéns também, independente dos seus resultados, você tentou e como diz aquele velho ditado: a prática leva a perfeição.

Bons negócios!

 

 

Coluna:

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