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Produtor deve ser um “mutante” para enfrentar desafios do agronegócio

tejon

 

No auditório do Instituto de Economia Agrícola (IEA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, na capital paulista, o jornalista, publicitário e colunista da Revista feed&food, José Luiz Tejon Megido, questiona “o que muda o mundo, a economia, a sociologia, a psicologia, a ‘esoteria’ ou a individualidade?”.

A palestra, realizada na última quarta-feira (28), faz parte da programação do Ciclo de Seminários Estudos IEA e contou com a presença de pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e profissionais que atuam nas áreas de agricultura e meio ambiente.

“Existe uma revolução no agronegócio iniciando e em andamento no Brasil, chamada de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF), isso significa que, em uma mesma propriedade, os produtores gerenciarão, ao mesmo tempo, a produção de grãos e de vegetais, com gado e ainda gerar árvores, inclusive frutíferas ou mesmo nativas”, explica.

O ILPF, de acordo com Tejon, oferece um retorno maior sobre o investimento do que o sistema exclusivo de agricultura ou de pecuária. Além disso, “também se mostra importante pela diversificação das fontes de renda, principalmente em uma atividade em que o produtor precisa pensar a longo prazo e ter consciência dos riscos incontroláveis do curto prazo, como clima, dólar e custos”.

Segundo o especialista, o Brasil poderia adotar como missão o slogan “saciar a fome do mundo e gerar a paz”, já que, de acordo com seu feeling, em 2026, o Brasil estará produzindo o dobro do que produz hoje. “As pessoas comem ciência”, afirma Tejon, esclarecendo que os consumidores se preocupam com a origem, o percurso e o modo de produção dos alimentos. “O agronegócio tem sido extremamente competente em sua organização dentro e fora da porteira no que diz respeito à apresentação de um produto de qualidade, inclusive reconhecido internacionalmente, mas ainda não é capaz de comunicar essa eficiência e eficácia ao consumidor final”, pontua.

O grande desafio, para Tejon, é saber como dialogar com a grande massa da população, para um agronegócio que não está só dentro da porteira, nem estacionou na agroindústria, muito menos nos supermercados. Nesse contexto, o papel da Secretaria de Agricultura é de esclarecimento, orientação e liderança desse mundo agro, diz Tejon. “Vejo uma secretaria muito competente, inclusive na ampliação do diálogo com a sociedade urbana, que é algo fundamental para os novos tempos, não só falarmos para o campo, para a produção, nossos técnicos, mas nos comunicarmos com o cidadão urbano, com a sociedade, e o secretário Arnaldo Jardim tem feito isso”, afirma Tejon.

 

Fonte: SAA, adaptado pela equipe feed&food.

                             

                             

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