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Uma gota em 800 piscinas

 AMO4610

 

Referência em rolhas de cortiça anuncia tecnologia 

 

que reduz o risco de “vinhos rolhados” a níveis mínimos

 

Maior fabricante mundial de rolhas de cortiça, a Corticeira Amorim, de Portugal, iniciou o uso de uma tecnologia que a tornaria capaz de fornecer rolhas isentas de TCA – ou tricloroanisol, composto derivado da ação eventual de fungos e que provoca nos vinhos o famigerado gosto de rolha (bouchonée). O risco desse efeito indesejável é uma das causas do uso crescente, no mercado vinícola, de rolhas sintéticas e outros tipos de fechamentos para garrafas.

 

A solução adotada pela Amorim se chama NDtech. Trata-se de um sistema automatizado de análise e triagem de rolhas em nível individual que não teria paralelo no setor corticeiro. A solução não garantiria isenção total de TCA, mas sim rolhas com traços indetectáveis da substância, inferiores ao limiar de detecção de 0,5 nanograma por litro – o equivalente a uma gota de água em 800 piscinas olímpicas. O desempenho é validado por dois centros de pesquisa
independentes do ramo vinícola, a Universidade Hochschule Geisenheim, da Alemanha, e o Instituto Australiano de Pesquisa de Vinhos (AWRI).

 

O desenvolvimento do sistema levou cinco anos e um investimento de 10 milhões de euros. O segredo é uma abreviação significativa do exame de rolhas por meio da cromatografia gasosa. Segundo a Amorim, o NDtech permite examinar uma rolha em segundos, contra uma média de catorze minutos do método de cromatografia gasosa convencional. “Isso nos permitiu implantar a verificação diretamente em nossa linha de produção”, diz Miguel Cabral, diretor de P&D da corticeira.

 

Carlos de Jesus, diretor de marketing da Amorim, explica que os primeiros lotes de rolhas selecionadas pelo NDtech estão sendo direcionadas a vinhos de alta nobreza de vinícolas de seis países: França, Estados Unidos, Itália, Espanha, Alemanha e Portugal. “A aceitação tem sido bastante positiva, especialmente pelo papel importante que a embalagem premium tem para as exportações de vinhos para mercados cruciais, como os Estados Unidos e a China”, relata o executivo. Ainda não há previsão de quando a solução estará disponível a marcas brasileiras.

Fonte: EmbalagemMarca

                             

                             

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