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Por que os discos não giram mais

Alto custo de equipamentos para aplicação dificulta o uso de selagem de latas e outras embalagens com alumínio

A crescente busca, por parte dos consumidores, de embalagens que ofereçam conveniência de uso, incluída a fácil abertura de recipientes, parece descortinar boas oportunidades de negócios a fornecedores, entre outros aqueles que atuam na área de discos de vedação feitos de alumínio. Fernando Gomes, diretor da Delgo Metalúrgica, de Cotia (SP), que produz e supre sistemas de envase e aplicação para variados tipos de embalagens, além de oferecer aqueles complementos e lacres metálicos, pré-cortados ou em bobinas, descreve: “As indústrias de alimentos estão cada vez mais reduzindo porções, individualizando-as, para atender o mercado de consumidores single e famílias compostas de poucos integrantes”.

É uma informação fácil de constatar até mesmo numa simples visita a pontos de venda, onde proliferam embalagens plásticasrígidas (copos, potes, garrafas, tubos) acondicionando alimentos sólidos (como batatas “reconstituídas”), líquidos, pastosos e em pó cujo fechamento se limita, muitas vezes, a um disco de alumínio aplicado por indução (termoaderência, ou processo “quente”) ou com uso de adesivo (“frio”). Mas a utilização não se esgota nesse uso singular e tampouco na área alimentícia. Os discos funcionam muitas vezes complementarmente, como elementos de vedação em recipientes que usam tampas de rosca ou sobretampas aplicáveis por simples pressão, por exemplo. E indústrias de alimentos, cosméticos, químicos e farmacêuticos são também usuárias importantes do sistema, motivadas pela oferta de outro benefício que os consumidores esperam e exigem cada vez mais ao adquirir produtos – segurança. “O selo”, diz o executivo da Delgo, “é uma garantia ao consumidor de que o produto está chegando a suas mãos da mesma forma que saiu da fábrica.”

De fato, o alumínio de que são feitos os discos oferece a inigualável propriedade, em termos de selagem, de barreira total, o que minimiza a absorção de umidade pelos produtos acondicionados, reduzindo o risco de deterioração decorrente do aumento de atividade da água. É essa propriedade que explica o uso daquele tipo de barreira sobretudo em produtos em pó, higroscópicos, como café solúvel e achocolatados. Mas esse é um tipo deatributo que independe da ação dos fornecedores dos discos à indústria usuária mas sim aos fabricantes das folhas da quais eles são feitos. A disseminaçãomais ampla de uso, segundo Luiz Ranchin, consultor comercial no segmento deembalagens da Votorantim Metais – CBA, importante fornecedora de folhas de alumínio, é no entanto prejudicada pela busca premente dos usuários por baixas nos custos. “Muitos procuram isso eliminando o disco de alumínio, porém têm de compensar a eliminação da barreira com o uso de conservantes, isto é, oferecendo ao consumidor um produtos menos natural”, ele obvserva.

No que compete ainda à indústria usuária, ela em geral se esmera antes no aspecto da conveniência de uso, vale dizer, na abertura das embalagens simplesmente com a remoção completa do selo, sem necessidade de uso de instrumentos cortantes e sem que sobrem rebarbas. “Tudo que vier substituir o abridor de lata por operações que facilitem o acesso ao conteúdo da embalagem é sempre muito bem recebido pelos consumidores”, diz o diretor da Delgo, empresa de pequeno porte mas que se caracteriza por buscar soluções a seus clientes. Conta, em seu portfólio, com mais de 300 formatosdiferentes de selos, todos de dimensões reduzidas, predominantes no mercadobrasileiro. Citando um exemplo em que o protagonista é sua empresa, ele conta que a Delgo desenvolveu um sistema – ou, mais exatamente, um equipamento – para aplicação de selo abertura tipo spin off (com aba para remoção), em parceria com a Metalgráfica Renda, do Nordeste, destinado a uma indústria de castanhas de caju.

A limitação de diâmetros dos selos, ao que explica Luiz Fachin, pode ser atribuída ao elevado preço das máquinas para aplicação, fornecidas unicamente pela fabricante suíça Canpac. No Brasil, uma das poucas empresas que dispõem dessas máquinas – três ou quatro delas – é a Nestlé, em sua fábrica de Araras (SP), onde são envasados produtos em latas com diâmetro de 10 centímetros, como Nescau, entre outros. Os selos são fornecidos pela Sonoco, que montou sua fábrica naquela cidade, ao lado de outros motivos logísticos, pela proximidade com o cliente que faz largo uso do insumo. Também fornecidos pela Sonoco são os discos de 16 centímetros de diâmetro aplicados nas latas de aço da Metalgráfica Princípia utilizados pela Ourofino Saúde Animal, de Cravinhos (SP), para acondicionar coleiras antipragas para cães e que, segundo a empresa, tem bom desempenho de vendas desde seu lançamento, há mais de um ano.

Mas essa é uma solução inviável para o acondicionamento de alimentos. “O custo seria muito alto”, concordam Fernando Gomes, da Delgo, e Luiz Ranchin, da Votorantim Metais-CBA.

O recurso a máquinas asiáticas de aplicação de selos, na opinião de ambos, pode ser descartado, embora se estime que seu preço seja 20% a 25% inferior ao do equipamento europeu.

 

Fonte: EmbalagemMarca

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