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Gordura pode?

Quem nunca se perguntou se é melhor comer manteiga ou margarina que atire a primeira pedra! Quem nunca procurou saber os benefícios do óleo de coco que atire a segunda pedra! As gorduras vivem altos e baixos: uma hora dizem que são boas, outra que são ruins.

Na década de 80, acreditava-se que a gordura total e a saturada eram responsáveis sozinhas pela obesidade e por doenças do coração, uma vez que as gorduras saturadas, quando em excesso, levam à obstrução das artérias. Com isso, o mindset do consumidor na época era: “se é baixo em gordura, é melhor”. Neste período, os iogurtes e bebidas lácteas light ou diet em gorduras, principalmente, reinaram!

Já nos anos 90, surgiram estudos mostrando que as gorduras insaturadas, conhecidas como “gorduras boas” (encontradas em peixes, frutas como o abacate, azeite e oleaginosas), eram exceção à esta regra do “quanto menos, melhor” e esta foi a vez da margarina ocupar o trono sozinha!

Mais tarde, já nos anos 2000, muito se questionou sobre as evidências científicas que relacionavam o consumo de gorduras à desfechos negativos de saúde, especialmente à gordura trans, que por muitos anos foi utilizada em substituição à gordura saturada. Era uma nova disputa pelo trono.

Na década seguinte, surgiram novos estudos mostrando que não necessariamente a gordura saturada é ruim para o coração, inclusive que gorduras como a dos laticínios - que são saturadas - podem ter um papel protetor na saúde cardiovascular: o reinado da manteiga.

Paralelo aos altos e baixos das gorduras, os carboidratos também sofreram suas baixas. Nos últimos anos, surgiram evidências científicas mostrando que o alto consumo destes também está relacionado à maior risco de mortalidade, enquanto a gordura total e diferentes tipos de gordura podem estar relacionados a menor mortalidade. As gorduras continuaram no poder, pois com o possível risco à saúde dos carboidratos, as dietas low carb ganharam força, o que implica no menor consumo de carboidratos e maior consumo de gorduras e proteínas. O óleo de coco se destaca como importante candidato ao reinado!

Somadas às evidências científicas que surgem a todo momento na literatura, a sociedade cada vez mais conectada e a facilidade de acesso a todo tipo de informação, permite que os consumidores se conscientizem sobre o que comem, façam suas próprias buscas e decidam quem será o rei da sua alimentação. Alguns consumidores incluem em sua dieta a carne vermelha como gordura boa, outros, as gorduras lácteas, outros o óleo de coco ou ainda combinações de gorduras de qualquer maneira que faça mais sentido para sua rotina.

Quando falamos do “Reino das gorduras”, é importante destacar que a gordura não é vilã como se pregava em outros tempos e nem mocinha, para ser consumida em excesso – elas devem ser consumidas dentro de um padrão alimentar equilibrado e não existe uma única fonte boa ou proibida.

  

Matéria Exclusiva: Giovana Brito, Nutricionista Analista de Projetos na Equilibrium Latam

                             

                             

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