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Sabor e nutrição podem caminhar juntos?

Você já ouviu a música Não é Proíbido da Marisa Monte? Na música, ela cita uma série de alimentos como: jujuba, bananada, pipoca, cocada, queijadinha, sorvete, chiclete, sundae de chocolate, paçoca, algodão doce, manjar etc. Em outro trecho da música ela diz: “Venha pra cá, venha comigo! A hora é pra já, não é proibido. Vou te contar: tá divertido, Pode chegar!”. Na letra, a cantora vai contando aos seus convidados os quitutes (deliciosos por sinal!) que farão parte do menu da festa e faz questão de ressaltar: “não é proibido”. E quem nunca passou por isso, não é mesmo?! O famoso “hoje pode”. E quantas vezes já nos sentimos “absolvidos” por alguém ao comer uma preparação com açúcar e ouvir “sem julgamento, pode comer!”.

 

É uma situação que acontece com muita frequência em nossa sociedade quando falamos sobre qualquer alimento classificado como indulgente, que são aqueles alimentos que proporcionam prazer e que entregam sabor acima de qualquer outra característica. Na maioria das vezes, eles possuem altas quantidades de gordura e açúcar, e por isso, muitas pessoas veem esses alimentos como “vilões” da dieta. E de fato, o consumo frequente de alimentos indulgentes como os citados na música, podem ser prejudiciais à saúde e desencadear uma série de doenças como diabetes tipo 2, níveis altos de colesterol, obesidade, entre outras. No entanto, não podemos esquecer como esses alimentos além de sabor, estão carregados de memória afetiva, e embora os consumidores estejam mais conscientes sobre sua saúde, eles não deixarão de consumir esses produtos. Uma pesquisa da Mintel, revelou que 41% dos consumidores ingleses concordam que consumir um snack indulgente ou “não-saudável” faz parte de uma dieta balanceada. Com isso, vários lançamentos com este apelo tem ocorrido nos últimos anos, como o iogurte grego nos sabores: churros de doce de leite, torta de limão, tiramissú e crème brúlee. Ou ainda, snacks como mini refeições  de caneca nos sabores escondidinho, risoto e macarrão quatro queijos. É a indulgência emprestando seus “atributos” a alimentos que entregam conveniência e nutrição.

Dados da A pesquisa “A mesa do brasileiros” realizada pela FIESP em 2017, mostram que 81% dos brasileiros se esforçam para ter uma alimentação saudável e 61% afirmam que entre um  alimento mais saudável e um que é mais gostoso, escolhem o que é mais gostoso. Estes números reforçam a ideia de que embora os consumidores estejam mais dispostos a experimentar novos sabores e texturas, investir no desenvolvimento de novos produtos e/ou ações que incentivem o consumo de alimentos com apelo de saúde e nutrição, é sempre necessário.

Considerar os aspectos biopsicossocioculturais da alimentação e oferecer informações responsáveis sobre os alimentos, desfazendo a dicotomia entre “proibido” e “não proibido”, é uma tarefa de todos os envolvidos nos negócios de alimentação, saúde e nutrição. Afinal, os consumidores estão buscando cada vez mais produtos que combinem bem-estar físico, nutricional e emocional.

Jucilene Martines

Nutricionista Coordenadora de Novos Negócios na Equilibrium Latam

                             

                             

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