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Como a autoconsciência nos ajuda na liderança e no acompanhamento das tendências globais de consumo

Ainda era adolescente quando comecei a trilhar o caminho do autoconhecimento. Minhas dúvidas e inquietações motivavam a minha busca por respostas e, quanto mais eu aprendia, mais eu compreendia e melhor eu relacionava todas as coisas. Alguns bons anos se passaram, bem, na verdade algumas décadas e me sinto muito feliz e orgulhoso em dizer que contínuo assim, em constante expansão. Mas o que isso tem a ver com o assunto deste artigo e a minha coluna da Fi News? Calma, você vai entender.

Há alguns dias tive acesso ao relatório 10 Principais Tendências Globais de Consumo 2019 da Euromonitor e, enquanto lia todo o material, pensava em como cada uma das tendências apontadas pela empresa podiam ser relacionadas ao meu estilo de vida e ao estilo de vida das pessoas com quem me relaciono direta ou indiretamente. É nesse ponto que a autoconsciência começa a mostrar a sua importância, mas antes de ir mais a fundo, você acredita que autoconhecimento e autoconsciência são a mesma coisa?

Com base em minhas experiências, acredito que não. A autoconsciência é o autoconhecimento em movimento e ela só é adquirida depois de algum tempo e de algumas vivências. Por que digo isso? Bem, por mais que tenhamos acesso à informação (e hoje o que não falta é informação), nem sempre temos consciência de como a interpretamos e de como são as nossas ações diante dela e de cada acontecimento. A autoconsciência confere ao indivíduo a agilidade emocional necessária para que ele enxergue os problemas ou as oportunidades de forma isenta e afastada, como um observador e não como parte daquilo. Tal posicionamento permite que uma pessoa autoconsciente tenha ações coerentes com o que é necessário para a resolução de cada desafio e, desta forma, o “eu” perde a sua importância, dando lugar para o “todo”, possibilitando assim correlações entre os mais diversos aspectos do problema ou oportunidade e possibilitando, por fim, uma melhor determinação dos por quês de cada uma das ações que virão a seguir.

Mas isso faz mesmo a diferença?

De acordo com um estudo realizado pela empresa Korn/Ferry International faz. Nesse estudo foi analisado o desempenho de 486 empresas de capital aberto e descobriu-se que as empresas com forte desempenho financeiro tendem a ter funcionários com níveis mais elevados de autoconsciência do que as empresas com desempenho insatisfatório. Ainda assim, não é difícil observar que a autoconsciência parece estar em falta entre os líderes.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva revela que 56% dos trabalhadores com carteira assinada estão insatisfeitos com seu emprego no Brasil. Isto significa que 18,7 milhões de pessoas trocariam de lugar na busca por mais felicidade no trabalho. De todas as pessoas entrevistadas pelo instituto, apenas um terço se declarou satisfeita de um modo geral, diante de tais números, será que só mudar de empresa, cargo ou função resolveria? Eu acredito que não. A verdadeira mudança só começa a ocorrer quando, de uma forma geral, começamos a olhar para dentro, passando assim a compreender mais e melhor o que realmente desejamos e como desejamos, somente assim, de forma consciente, é que podemos realizar as mudanças que queremos. O propósito deve permear todas as decisões que tomamos e, quando falamos disso em um ambiente empresarial, o propósito da empresa, também deve permear todas as decisões que as pessoas que representam esse “organismo” tomam.

Ouso dizer que, muitas vezes, se o foco das empresas e seus líderes não fosse somente nos problemas e naquilo que uma única pessoa acha certo, seus liderados poderiam, conscientemente, encontrar soluções práticas e rápidas para uma infinidade de situações. Quantas e quantas vezes já não fomos envolvidos direta ou indiretamente em projetos sem pé nem cabeça por causa de achismos de alguém em uma posição hierarquicamente mais elevada? Quanto tempo, energia e dinheiro foram desperdiçados em situações assim?

A autoconsciência é um dos principais e mais valiosos fatores da inteligência emocional e pessoas autoconscientes são capazes de observar e correlacionar as informações de maneira mais assertiva e inteligente. Ler o relatório que mencionei acima me fez perceber isso e, para quem acompanha meus artigos aqui na Fi News, verá que boa parte dos temas e assuntos tratados nos meses anteriores estavam relacionados com as informações que foram apresentadas nesse material.

O mundo está em constante mudança, nossos hábitos de consumo têm mudado, os hábitos de consumo de nossos amigos e familiares têm mudado e saber observar tudo isso de forma consciente traz um diferencial competitivo significativo para os profissionais e empresas que desejam fazer acontecer agora e no futuro. Não existem fórmulas prontas para que você comece a trilhar o caminho de autoconhecimento e da autoconsciência, busque o que faz sentido para você, seja humilde e receptivo a tudo e compartilhe suas descobertas e percepções com outras pessoas, você pode não exercer a liderança em sua posição atual na empresa, mas lembre-se, você é líder da sua vida e da sua existência, faça a diferença!

Eduardo Araújo – Consultor de Marketing e Comunicação para a Indústria de Alimentos e Bebidas, Nutracêuticos e Ingredientes Funcionais.

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