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Você já conhece essas 4 tendências da indústria alimentícia?

Constantemente somos apresentados a novidades mercadológicas que impactam diretamente a indústria alimentícia.

São tendências de diversos níveis, vindas dos consumidores que estão questionando tudo e estão cada vez mais exigentes em relação ao mercado. Por outro lado existe a indústria, que vê demandas com potencial de crescimento, mas que precisam “educar” os consumidores.

Cabe à indústria alimentícia compreender e separar as demandas duradouras das demandas passageiras.

1 - Rótulos mais honestos e com entendimento simples

O consumidor nunca esteve tão preocupado com a sua saúde e ao mesmo tempo tão doente como agora. Isso pode parecer contraditório, mas a realidade é que enquanto parte da população morre por causa da obesidade - ou sobrepeso -, outra parte está ciente desse problema e busca alternativas para manter uma vida melhor.

Há quem culpe o próprios consumidores pelo sobrepeso, afinal, ninguém os obrigou a comer, certo? Mas, por outro lado, a indústria alimentícia não fazia questão de deixar claro os componentes dos seus produtos, com nomes longos e impronunciáveis. Ou ainda, faziam uso de ingredientes artificiais nos alimentos e não deixavam essa informação tão clara.

E qual a reação consumidor/indústria com isso?

Ao perceber a demanda vinda dos consumidores por rótulos com informações mais claras, empresas começaram a mudar a forma de rotular os seus produtos. Com isso surge o movimento Clean Label.

Os consumidores estão ficando mais atentos no que diz respeito à alimentação e as informações contidas nas embalagens antes de realizar a compra.

Em 2016 a informação existente é de que 48% dos brasileiros não costumavam ler as informações do rótulo. E quando liam entendiam “mais ou menos” o valor apresentado. Mas em 2017 esse dado já mudou, e 56,9% dos brasileiros passaram a ler os rótulo das embalagens.

Mas o Clean Label não é apenas sobre produtos naturais.

Apesar de pregar com veemência a utilização de produtos naturais, orgânicos e que não possuam componentes químicos sintéticos. O movimento Clean Label busca principalmente mais “transparência” das empresas na hora de nomear os ingredientes nos rótulos.

As nomenclaturas desconhecidas pelo consumidor estão perdendo espaço nos rótulos. O Clean Label apareceu para deixar os rótulos cada vez mais compreensíveis e assim empoderar o poder de decisão dos consumidores por produtos saudáveis e de confiança.

 

2 - Selo Non-GMO: informação visual a respeito de alimentos geneticamente modificados

Ainda falando sobre consumidores que estão buscando cada vez mais uma vida saudável temos o Non-GMO. Mas antes de falar sobre o Non-GMO, é necessário entender o que é o GMO.

GMO é sigla para Genetically Modified Organism (ou organismo geneticamente modificado). Portanto, as plantas, animais ou microrganismos modificados geneticamente em laboratório ou alterados de forma transgênica são classificados como GMO.

Já o Non-GMO trata-se da organização sem fins lucrativos que verifica produtos no mercado alimentício e realiza a rotulagem caso o produto não tenha modificação genética de qualquer nível.

Apesar de não existirem muitas pesquisas legítimas a respeito dos efeitos no organismo a longo prazo pelo consumo de alimentos GMO, muitos acreditam que essas modificações genéticas no alimento podem causar problemas de saúde.

Até onde o selo de Non-GMO é relevante para o consumidor

Como visto sobre o Clean Label, o consumidor quer ser informado com clareza sobre a composição dos alimentos industrializados que ele irá consumir. E possuir a informação visual que um produto é Non-GMO pode mudar a decisão de alguns consumidores.

E seguindo a maré dos consumidores, diversos países adotaram medidas e exigem que os GMO sejam devidamente rotulados. Dessa forma o consumidor no supermercado terá a opção mais clara se deseja consumir um alimento modificado geneticamente ou não.

3 - O aumento da procura pela proteína dos vegetais

Em geral, há muita comparação entre as proteínas dos animais e dos vegetais. “Qual é a melhor para consumir?” E “qual é a mais saudável?” são dois exemplos de perguntas que orbitam a mente de algumas pessoas.

É bom tirar um primeiro mito do caminho: as proteínas vegetais são tão completas quanto as proteínas da carne.

O que ocorre é que os 9 aminoácidos essenciais que o corpo humano não produz são encontrados em abundância na proteína animal. Já nas proteínas vegetais, mesmo possuindo os tais aminoácidos essenciais, eles são encontrados em menor quantidade.

O público que possui como base da sua alimentação a proteína vegetal cresceu. O veganismo e o vegetarianismo aumentaram seus adeptos, também é previsto que 65% das pessoas desenvolvem alguma intolerância à lactose depois da infância, entre outros casos. Observando isso, a indústria alimentícia passou a se interessar mais pelos vegetais de uma forma geral.

Hambúrgueres, queijos, leites 100% vegetais

Com a nova demanda a indústria passou a investir em produtos prontos para esse público. Já é possível encontrar nos supermercados hambúrgueres de ervilhas e de grão de bico, queijos e leites feitos a partir de vegetais como arroz e soja, por exemplo.

Vegetais são uma ótima fonte de proteínas para quem foge do colesterol

Imagine na sua frente um pedaço de carne de patinho bovino sem gordura grelhado. Vamos supor que esse pedaço tenha 100g, ao comer essa quantidade de carne você irá ingerir 35,9g de proteína e de “brinde” recebe 126mg de colesterol.

Por outro lado ao consumir a proteína vegetal não há esse problema para enfrentar, já que o colesterol é um componente básico apenas da proteína animal.

4 - O futuro da alimentação humana são os insetos

Pode não ser fácil imaginar agora. Mas no futuro poderemos estar com uma dieta  totalmente ligada ao consumo de insetos.

E os motivos para essa afirmação são vários: desde os valores nutricionais dos insetos até a praticidade de criá-los. Mas vamos por partes.

100 gramas de grilo possui em torno de 60g de proteína.

Esse é o fato.

Agora, como convencer a população ocidental que consumir insetos é uma boa opção de alimento é a questão. Basear-se no alto valor de proteínas dos insetos é um início. Mas eles ainda não são considerados “apetitosos” para grande parte da população mundial.

É estranho imaginar-se comendo insetos na mesa de bar. Mas e se 100g de farinha de grilo for adicionada na mistura de um bolo de chocolate? Já seria um começo bem melhor para uma possível adaptação.

A produção de gado está acabando com o planeta. E sabemos disso.

Além das vacas matarem mais humanos que os tubarões, a criação desses mamíferos custa caro para o meio ambiente. Durante a digestão os bovinos produzem um gás que contribui com 18% do efeito estufa. Isso sem falar dos recursos naturais que são utilizados para a criação do gado.

Por outro lado os insetos, por serem claramente menores, exigem menos espaço e menos recursos.

Assista à palestra de Alex Drysdale, fundador da Crik Nutrition, no TEDx. De uma maneira rápida ele apresenta justificativas e benefícios para o consumo de insetos.

A segmentação de um público bem esclarecido em relação aos produtos pode representar a diferença entre seguir uma tendências apenas por seguir e entregar a verdadeira demanda dos seus clientes reais.

Além disso, algumas dessas tendências podem parecer distantes da realidade do mercado alimentício e do consumidor em geral. Mas a indústria - e o consumidor - estão em constantes adaptações.

De um lado o público está em busca de soluções para melhorar a própria qualidade de vida. E do outro lado está o mercado, procurando suprir as novas demandas que continuam surgindo.

 

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