Notícias

Previous Next

Vou te contar o que vi e aprendi participando como Juri no START-UP INNOVATION CHALLANGE – Colega da grande indústria, não deixe de ler!

“Inovar em alimentos não é uma missão tão simples assim. Parece, mas não é uma receita de bolo”.

Se você é da área tenho certeza que já ouviu ou até mesmo falou uma frase como essa. Eu já falei e continuo concordando com ela. Se fosse fácil todo mundo faria, mas esse pessoal com o qual me deparei, definitivamente não é todo mundo!

Eles têm garra de empreendedor, força de trabalho de um operador de chão de fábrica e fé de um líder religioso. Uma palavra para mim resume esse tipo admirável de gente é CORAGEM! O antônimo do medo. A questão para eles não é ser fácil ou difícil, e sim se faz sentido!

Isso me trouxe para uma reflexão que eu quero compartilhar com você caro leitor daqui a pouco, mas já chego lá... deixe-me continuar contando um pouco mais sobre os admiráveis.

Medo de errar? Eles não têm, para eles errar faz parte do processo e é encarado com mais naturalidade do que para mim. Medo de passar vergonha? Não, eles não têm, expõe suas ideias e produtos mesmo que ainda não estejam perfeitos ou acabados, 100% conscientes disso. Medo de perder dinheiro? Jamais, pois eles têm fé, lembram? Acreditam de FATO, de corpo e alma que vai dar certo!

Participando do juri do Start-up Innovation Challenge, incrível iniciativa da FiSA em parceria com a Equilibrium, tive o privilégio de encontrar pessoas como a Sabrina Schimdt uma desbravadora nata que mesmo sem conhecimento técnico montou uma fábrica de farinha de pipoca, algo extremamente inovador e totalmente simples ao mesmo tempo. O produto é incrível, me encantou, sai pensando porque será que ninguém teve a ideia antes? Claro que alguém no mundo já pensou nisso, dizem que quando você tem uma ideia, outras 100 pessoas pelo menos já pensaram na mesma coisa, o que falta na verdade é a CORAGEM de realizar.

Não foi por acaso que ela ganhou o prêmio!

Vi um rapaz jovem, Luiz Filipe Carvalho apresentar para nós farinha de grilo! Isso mesmo, o inseto! Disposto a enfrentar todas as barreiras regulatórias e culturais que possam existir no nosso país, pois ele acredita que em breve não haverá proteína animal suficiente para alimentar o mundo e a farinha de grilo pode ser uma solução rica em proteína e produzida de forma sustentável.

Assisti também um empreendedor inconformado da Nova Inglaterra que se inquietou em ver toneladas de cascas de banana indo para o lixo e se tornando um problema para produtores de doce do interior. O que ele fez? Transformou o subproduto em uma fibra nutritiva de alto valor agregado, podendo ser usada na fabricação de cookies, chocolates e granolas.

O fato é que eles têm menos a perder e estão mais dispostos a arriscar do que os profissionais da tradicional indústria alimentos, que ainda se preocupam com o volume de produção, com o que o chefe vai pensar, com o que tem mais impacto interno para imagem, com o dress code e assim por diante...

Eles funcionam de maneira autêntica, mesmo sem um plano altamente estruturado e agências de mkt de “grife” já balançam a concorrência.

Como o caso do pessoal que estão revolucionando o mercado de chás. Com pouco mais de 6 meses de vida, a marca Desinchá, criada pelo Eduardo já ganha em volume de marcas tradicionais e é o queridinho do Instagram. Eles têm mais de 300k seguidores na página e todas as musas fitness aos seus pés.

Tiveram muitas outras mais pessoas lá, foram mais de 30 inovações inscritas! O que eles podem ensinar a mim e a você, profissionais tradicionais e corporativistas? Se você nasceu na década de 80 para trás, como eu, mesmo sem pensar, sem querer, tem um modo operante bem diferente, em sua maioria jovens, pois alguns cases que citei aqui foram idealizados por barbados já a mais tempo, e que bom! Mas é verdade que agimos diferente da maioria desses jovens empreendedores, pois fomos ensinados assim.

Admirávamos profissionais que se mantinham em seus empregos medíocres por mais de 20, 30 anos. Claro que não estou dizendo aqui que todos que trabalham muito tempo em uma empresa são medíocres! Longe disso! Conheço muitos profissionais competentes que trabalham de verdade e com paixão por muitos anos numa mesma empresa! Eu mesma já tenho mais de 6 anos na Equilibrium, para os dias atuais e na área do marketing é quase uma vida! Sou a mais antiga da empresa tirando as sócias fundadoras, então já posso dizer que sim é possível trabalhar com paixão e propósito mesmo por muito tempo em um mesmo local. Mas sou privilegiada, tenho Cynthia Antonnaccio ao meu lado, uma chefe inspiradora e que plantou essa mentalidade e cultura na nossa empresa, pena essa não é a realidade da maior parte das pessoas, e elas acabam se conformando com a estagnação.

O que eu quero provocar em você com esse texto é que você não precisa jogar fora tudo o que sabe, muitas vezes e o que parece quando lemos alguns textos por aí que falam sobre mentalidade de start up. Acredito que temos muitas coisas que deveríamos desconstruir para dar espaço a algo melhor, mas não significa que você precisar virar uma ovelha negra rebelde, mascar chiclete, usar jeans, boné e ter uma mesa de sinuca no meio do seu escritório para se tornar um profissional mais cool, antenado e atualizado.

Um dia você foi essa pessoa, você curtiu Menudos, quis mudar o mundo e saiu de cara pintada pedindo o impeachment do Collor, isso foi disruptivo pra caraca! kkkk.

Sua bagagem, suas rugas e suas "horas de voo" tem muuuito valor! Respeite e valorize sua expertise. Sua história e experiência te trouxeram até aqui e poderão ajudar muitas outras pessoas. O que te faço é um convite a não negar nem resistir ao novo! Comece ao seu redor! Olhe os jovens com os quais você trabalha, os tais millennials, eles podem te ensinar muito além da tecnologia ou quem é o Youtuber do momento, eles têm valores diferentes dos seus que precisam ser entendidos e respeitados.

Além de trazer mais graça para vida, não conviver apenas com os iguais, para quem quer se manter vivo e ativo no mundo dos negócios é fundamental, pois daqui 5 anos eles serão a maior força econômica do mundo e você ainda vai querer estar por aqui certo?! Lute diariamente contra o pensamento da zona de conforto, lute com você mesmo, e aos poucos, seu comportamento pode influenciar a cultura da sua empresa! Pode começar sim por você!

Minha segunda sugestão é: se aproxime de uma start up, não importa qual sua área, dentro ou fora do mundo dos alimentos, com certeza vai poder “emprestar” muita coisa boa, encurtar caminhos, economizar, desburocratizar e se divertir. Ofereça ajuda também! Tenha certeza que alguma coisa da sua experiência vai ser valor para eles, uma dica, um contato, um testemunho, pode começar com pouco, acredite uma pequena ação dessa fará diferença na sua forma de agir ou pensar não só os negócios, mas o mundo. Dessa forma todo mundo ganha, ganhos esses que muitas vezes não são mensurados por um simples KPI.

Até a próximo Start-up Innovation Challange e a próxima FiSA

Carolina Godoy – Especialista em Marketing, Nutrição e Novos Negócios da Equilibrium Consultoria

ubm white

  Conectando pessoas e o mercado global

 

UBM: uma das maiores empresas do mundo em mídia de negócios

Nos mais de 30 países onde realiza seus eventos, a UBM constrói relacionamentos duradouros com especialistas e players do mercado e gera oportunidades que alavancam e fomentam o desenvolvimento da indústria local em âmbito global. Ler Mais

 

Filiada à     

 ubrafe branco

                             

                             UBM Brazil

                             Contato

                             Política de Privacidade

                             Mapa do Site

                             Login Diretório

                             Credenciamento

          

            

 

                              

  

Newsletter

Eu aceito receber comunicações da promotora e de parceiros.
Sim, li e concordo com a política de privacidade