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Indústria de alimentos e ingredientes precisa melhorar a comunicação com o consumidor

Falhas na comunicação são os grandes problemas para a indústria de alimentos e ingredientes no país. A conclusão é dos profissionais que participaram de um debate ocorrido na abertura da Food ingredients South America 2018, que começou hoje em São Paulo. Para os representantes de entidades setoriais e empresas do setor de ingredientes, está na hora de iniciar ações para modificar a situação e conter a divulgação de informações mentirosas, principalmente na internet. 

  

Para Cláudio Tacconi, gerente de Nutrição Humana  da BASF na América Latina, só criando imagem íntegra e honesta será possível estabelecer uma comunicação mais efetiva com o consumidor. "Não podemos dizer que somente  nós fazemos tudo 100%, que somos os honestos e que os formadores de opinião estão mentindo", afirma. Tacconi entende que a indústria precisa acabar com a complexidade  e gerar rótulos mais claros, compreensíveis para o consumidor e não que atenda somente as exigências de órgãos fiscalizadores. 

Já João Dornellas,  diretor administrativo da  ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) lembra que atualmente existem ataques injustificáveis contra a indústria de alimentos, feito por pessoas leigas. Inclusive com a criação do termo alimentos ultraprocessados. "Não podemos permitir que a indústria de alimentos seja atacada como se fosse a vilã dos problemas de saúde pública", afirma. "Existem alimentos processados e que atendem as necessidades nutricionais da população", garante o executivo.

Por outro lado, segundo Tacconi, o setor também precisa assumir suas responsabilidades e reconhecer suas falhas.  "Não temos que nos sentir vítimas. É preciso ter maturidade para dizer que esses formadores de opinião digitais não  passam informações sérias. Mas também ser honestos, responsáveis com a informação passada."  Para Andréa Lunardini, líder técnica Nutrition America Latina  da ADM, há um grande desafio pela frente. "A gente por muito tempo deixou de falar com os nutricionistas para passar as informações de que os alimentos processados são saudáveis, não fazendo mal para a saúde. Pagamos isso com os ataques que sofremos", acredita.

Participaram do debate Helvio Collino, presidente da ABIAM (Associação Brasileira da Indústria de Aditivos Melhoradores de Alimentos e Bebidas); João Dornellas, presidente da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), Anna Paula Viana, diretora da INGREDION; Andrea Lunardini, líder Técnico Nutrition America Latina da ADM; Claudio Tacconi, gerente de Nutrição Humana na América Latina da BASF; Eduardo Caritá, diretor de Tecnologia e Inovação da Funcional Mikron e Jane Vieira, gerente de Marketing na América Latina da DÖHLER.

                             

                             

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