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Indústria 4.0_BRF

Indústria 4.0: o que a indústria de alimentos ainda precisa entender

Não é mais novidade para ninguém a força do protagonismo que o tema da indústria 4.0 vem ganhando nos principais meios de comunicação.

Seja em posts de mídias sociais, artigos científicos, conteúdo de grandes portais, palestras, eventos, tema de cursos de pós graduação a doutorado e até mesmo como estratégia de política pública. A Indústria 4.0 está lá se exibindo como o futuro que todos no mercado querem abraçar.

E não é por menos!

O conceito da indústria 4.0 traz consigo uma essência que promete causar um grande impacto nos processos industriais de todos os tipo. Uma nova perspectiva em como analisamos o grande volume de dados.

E mais importante: Como usamos essas informações para melhorar cada vez mais toda a cadeia produtiva, gerando menos desperdícios, melhor aproveitamento dos insumos, otimização de custos, entre outros benefícios que analisaremos aqui.

Em poucos anos será impossível produzir uma caneta sem algumas das ferramentas caracterizadas pela Indústria 4.0, assim como hoje é impossível produzir uma caneta sem consumir energia elétrica.

Porém, convenhamos, muito se fala e pouco se faz!

Assim como qualquer tema que acaba gerando um grande barulho e interesse pelo mercado, muito da essência do tema da indústria 4.0 acaba se perdendo em meio a várias interpretações sobre o assunto.

A consequência?

Fornecedores caracterizando e vendendo ferramentas de automação como, Sistema MES (Manufacturing Execution System), ou até mesmo ferramentas comuns que possibilitam a criação de painéis de controle, como se fossem soluções da indústria 4.0. 

Esse tipo de acontecimento acaba enfraquecendo um conceito que pode sim trazer grandes melhorias e infinitas possibilidades para indústria.

Mas como começar a implementar a indústria 4.0?

O 1º grande passo é: Ter o conhecimento pleno de todo o processo industrial!

Sendo assim;

Algumas indústrias que já adotaram o conceito de Lean Manufacturing em seus processos já estão a um passo à frente, principalmente pelo fato de já estarem em condições de implementar a tecnologia e a mentalidade que a indústria 4.0 demanda.

Mas o caminho ainda é longo é há muito o que percorrer para termos resultados palpáveis.

É seguro dizer que para termos uma real implementação do conceito da indústria 4.0 é preciso ter domínio em assuntos como:

  • Economia Circular;
  • Química Verde;
  • Tecnologia da Informação;
  • Automação;
  • Biotecnologia;

Além de pessoas capacitadas e aptas a tomar decisões. Elas atuarão como um elo de todas as ferramentas.

Para garantir a melhor performance, é necessário reduzir ou eliminar os desperdícios e a superprodução.

Ou seja, evitar:

  • Produzir mais do que pode vender ou antes do tempo correto;
  • O tempo de espera de produtos para a próxima etapa do processo;
  • Movimentações desnecessárias de trabalhadores e produtos;
  • Adição desnecessária de etapas de processos ou níveis de qualidade;
  • Processamento de produtos com defeitos;
  • Estocagem de materiais em excesso;

É através da análises desse elementos que começamos a ter uma visão mais clara sobre quais informações devemos realmente prestar atenção, quais indicadores acompanhar e que resultados esperar disso tudo.

Assim a indústria 4.0 começa a ganhar corpo unindo tecnologias e processos de maneira otimizada e eficiente.

Mas e a indústria 4.0 na indústria alimentícia?

No caso da indústria alimentícia, nos deparamos com outro nível de desafio para a implementação da indústria 4.0.

Isso se deve ao fato de;

Além de um órgão governamental inserido em várias etapas da cadeia de produção, garantindo que os produtos finais atendam aos padrões de qualidade mínimos para o bem estar dos consumidores.

Trabalharmos com o monitoramento de microrganismos, elementos químicos, mecânicos e fluidodinâmicos, ou seja, variáveis que exigem um controle mais complexo.

Hoje, as análises dessas variáveis são feitas através de amostragens e por muitas vezes não serem representativas, trazem consigo uma grande margem para erros de leitura e como consequência levam à decisões precipitadas.

Grandes volumes, tempo demorado de resposta das análises e o batalhão de pessoas coletando esses dados,  acabam retirando o potencial de correlação de informações que todo o processo poderia ter!

Para você ter uma ideia;

Em um abatedouro de frango em média são mais de 800 variáveis;

Menos de 20% são coletadas automaticamente;

Entre 20 e 30% são coletados manualmente;

A grande maioria são observados, mas não monitorados. São pontos que dificilmente são correlacionados e estudados em uma análise estatística profunda.

Ou seja,

Em diversos processos, acabamos perdendo diversos insights e informações que poderiam resultar em uma produção cada vez mais otimizada.

No fim, o pilar que sustenta o que a indústria 4.0 promete é  a inovação inserida em um grande ecossistema.  

Que dentro desse contexto conecta todas as variáveis e os protagonistas certos para começar a usar conceitos nunca imaginados até então para a coleta e uso desse nível de informação.

Logo;

Com toda a automação em parceria com esse nível de inteligência e uso de dados nos ajudará na identificação de tendências e padrões, na tomada de decisão e na melhoria de resultados, sejam eles financeiros, de produtividade, eficiência ou de qualidade.

E podemos enxergar essas melhorias em diversas frentes da indústria.

Por fim; 

A indústria 4.0 é um conceito que, aplicado de forma correta e consciente, pode gerar diversos benefícios para todo o mercado.

Tudo isso por causa da capacidade de análise e correlação de grandes volumes de dados.  Que como consequência acabam gerando insumos para decisões e automações que otimizam o desenvolvimento e a produção de produtos melhores.

É por isso que nós da BRF Ingredients estamos fazendo a nossa parte e auxiliando de certa maneira o mercado a realmente conhecer os benefícios da Indústria 4.0.

Tanto que eu irei fazer uma palestra na Food ingredients South America 2018 justamente sobre este assunto no dia 22/08/2018 às 16h20.

Nos vemos lá!

Autor do artigo;

Cyro Calixto - Head de Open Innovation de operações na BRF

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