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Fogo cruzado!

Exatamente no centro daquilo que entendemos por condição humana nós vamos encontrar uma palavra crucial, que nos define e nos move: alimento! Produzir, proteger,  comunicar, transportar, preparar, compartilhar, consumir... Eis um ciclo econômico inevitável, que se confunde com o próprio ciclo da vida. Tudo o mais vem depois. Mas no Brasil de hoje, alguns estão colocando a carroça na frente. A carroça da ideologia!

É claro que há decisões políticas em torno da produção de alimentos e elas merecem ser discutidas à exaustão – com seriedade, objetividade, amplitude e consenso. Longe dessa guerra das falácias.

Erram os que se apresentam como ambientalistas, reivindicando para si o monopólio da defesa da agroecologia, dos alimentos orgânicos e do meio ambiente, tentando fazer com que os seus oponentes políticos apareçam na foto como predadores gananciosos e exploradores inescrupulosos.

Também erram os que se vestem de ruralistas para poder bater no peito dizendo que alimentam o mundo, geram empregos e seguram a economia, pintando seus oponentes políticos como retrógados impertinentes e improdutivos inconsequentes.

É possível defender o agronegócio e ao mesmo tempo abraçar as causas da agroecologia e da produção orgânica e sustentável? É possível defender a preservação ambiental e ao mesmo tempo focar no aumento da produtividade e na consolidação de novos mercados? Isso tudo é possível e, como muitos já perceberam, urgentemente necessário!

Para a nova geração que agora transita sem receios por entre esse verdadeiro fogo cruzado ideológico, não resta dúvidas: precisamos pensar de forma sistêmica. Os chamados millennials compõem o objeto de estudo favorito dos pesquisadores e especialistas em marketing e revelam através das pesquisas um comportamento de consumo cada vez mais objetivo.

Primeiramente, uma boa parte dos jovens entendem a alimentação saudável como um fator decisivo nas suas vidas. Eles reconhecem que o alimento está no centro de tudo e é em torno dele que orbitam todas as demais questões. Nada mais essencial, portanto, do que ter um posicionamento claro em relação aos alimentos que consomem. Além disso, essa juventude desenvolveu uma certa consciência ambiental e social que está impondo a ela vários limites éticos: não admitem as práticas prejudiciais ao meio ambiente, evitam os ultraprocessados que saciam mas comprometem a saúde. Dão preferência para as ofertas locais, produzidas de forma orgânica e sustentável.

Em se tratando de consumidores, os millennials são vistos mais como influenciadores no processo de decisão de compra, muitos deles não têm poder aquisitivo nem autonomia financeira para bancar, eles mesmos, as suas escolhas. Mas isso em nada diminui a importância que têm para o setor de alimentos. Basta caminhar por entre as gôndolas de qualquer supermercado para perceber que há mais espaço sendo ocupado por alimentos orgânicos, naturais, sem glúten, sem colesterol, sem lactose, sem transgênicos, com menos açúcar ou sódio. Quem está comprando tudo isso? São os jovens, ora! Ainda que indiretamente. Ou aqueles que enxergam com o olhar do jovem de hoje.

Os profissionais do varejo já perceberam que essa tendência não tem volta: os consumidores conscientes, que enchem seus carrinhos de compra com produtos ligados à saúde e ao bem-estar só aumenta a cada dia. Um estabelecimento comercial que não oferece produtos orgânicos, naturais, saudáveis e ambientalmente corretos não atrai os consumidores mais qualificados, com maior poder aquisitivo e comercialmente mais rentáveis.

É claro que, em se tratando de Brasil, o poder aquisitivo é um problema. Embora estejam dispostos a pagar mais por todo o valor agregado que os orgânicos e sustentáveis oferecem, a maioria ainda não o faz porque não pode! Qual é a solução? Bem... Pisamos novamente naquele terreno pedregoso das questões políticas, que precisam ser discutidas com seriedade, objetividade e amplitude. Mas sem a polarização das idéias prontas, por favor!

Ao invés de trocar tiros e correr o risco de alvejar a sensatez com uma bala perdida, vamos discutir como utilizar técnicas menos prejudiciais ao meio ambiente, como reduzir os custos de produção, como estimular as práticas sustentáveis em toda a cadeia produtiva, como aumentar a produtividade, como ampliar o retorno pelos investimentos sociais, como atender as demandas de consumidores cada vez mais conscientes e exigentes...

As boas práticas do agronegócio podem e devem ser empregadas para ampliar a oferta de alimentos orgânicos e sustentáveis a preços cada vez mais acessíveis e competitivos. As boas práticas ambientais podem e devem ser empregadas para garantir a produção de alimentos mais saudáveis e estabelecer o arcabouço ético que construirá nosso legado para as futuras gerações.

Senhores que estão a olhar para o passado, temos que pensar para além dos millennials!

Cobi C Cruz - Designer, diretor do Organis
cobi@organis.org.br

Matéria exclusiva, disponibilizada por Organis

 

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