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O sódio nos alimentos

O sódio nos alimentos

O sódio é um dos elementos da família do grupo I da Tabela Periódica (chamado de “metais alcalinos”). Os alimentos já o possuem em suas composições naturais, porém quando são produzidos em escala industrial, recebem um acréscimo na forma de sais, visando acentuar o sabor e retardar a deterioração. O benzoato de sódio (C6H5COONa), o bicarbonato de sódio (NaHCO3), o ciclamato de sódio (Na(C6H11NHSO2O)), o citrato de sódio (Na3C6H5O7), o glutamato monossódico (C5H8NNAO4), o nitrato de sódio (NaNO3) e o cloreto de sódio (NaCl) são exemplos de sais de sódio usados como aditivos nos alimentos.     

O sódio tem como principais funções regular a função osmótica do sangue, fazer o equilíbrio ácido-base, participar de impulsos nervosos e da contração muscular e proporcionar o equilíbrio hídrico no corpo. A deficiência de sódio pode provocar fraqueza, letargia e convulsões. 

Mas como aqui também vale a máxima de que a diferença entre o remédio e o veneno está na dose, é importante alertar que o excesso de sódio pode provocar cefaleia, delírio, hipertensão, problemas renais e eritemas de pele. Esses efeitos no organismo são provocados de maneira silenciosa e a longo prazo. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo máximo de 2g diárias de sódio, o que equivale a 5g de cloreto de sódio, mais conhecido como “sal de cozinha”. A última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo IBGE entre 2008 e 2009, confirma que os brasileiros consomem em média 8,2g diárias dessa substância. 

Com o objetivo de seguir a orientação da OMS e em parceria com o Ministério da Saúde, desde 2011 a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) vem estimulando mudanças nos processos produtivos com vistas a reduzir a quantidade de sódio nas formulações. 

Em cinco anos, tal iniciativa resultou na redução de quase 15 mil toneladas de sódio nos alimentos fabricados no Brasil. Para viabilizar essa reformulação sem que houvesse impactos significativos no sabor, na qualidade e na segurança para o consumo, a participação do Profissional da Química foi fundamental. 

Porém, para que se alcance um nível de consumo de sal mais adequado, é importante que o próprio consumidor se conscientize e reduza espontaneamente o uso. Para isso, basta não adicioná-lo à comida na forma de tempero; não usar condimentos à base de sal; e consumir alimentos industrializados com menor teor de sódio.

A própria indústria pode apoiar o consumidor nessa busca por alimentos mais saudáveis. A Abia é uma das apoiadoras do site www.alimentosprocessados.com.br, lançado em novembro de 2016 pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A página reúne esclarecimentos científicos, em linguagem acessível, sobre os processos utilizados para a conservação de alimentos e bebidas e a sua segurança.

*Artigo elaborado pela Comissão de Alimentos e Bebidas do CRQ-IV.

Matéria exclusiva disponibilizada pelo Conselho Regional de Química - IV Região.

                             

                             

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