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Intolerância a lactose

Intolerância a lactose

Cada vez mais ouvimos falar sobre a intolerância à lactose. Estima-se que aproximadamente 25% da população apresente algum grau deste tipo de intolerância, porém muitos ainda confundem com alergia à proteína do leite.

A intolerância a lactose ocorre quando há falta de lactase, enzima que digere este açúcar, causando má digestão, gases e diarreia. No caso da alergia à proteína do leite, o corpo interpreta a macromolécula absorvida como um antígeno e tenta combate-la, levando ao desenvolvimento de reações alérgicas.

Para o diagnóstico adequado, é necessário procurar um médico que possa orientar e solicitar os exames bioquímicos necessários.

O leite é uma bebida naturalmente enriquecida com vitaminas A, D e do complexo B, e minerais como cálcio, potássio, sódio e magnésio. Na versão integral, é rico em gorduras.

Este é um alimento indicado para qualquer pessoa saudável, porém quando há alguma condição específica, conforme citado acima, deve-se tomar algumas precauções.

Nos dois casos as mudanças alimentares são necessárias. Em geral, para pessoas com alergia ao leite, ele não deve ser consumido.

No entanto, para os indivíduos que apresentam intolerância à lactose, é possível buscar opções com isenção ou com baixos teores deste açúcar, o que facilita um pouco as adaptações necessárias para esta população. Além disso, já estão disponíveis no mercado produtos à base de lactase, os quais podem ser ingeridos imediatamente antes das refeições que contenham lactose, de forma a facilitar a digestão deste açúcar.

É importante prestar muita atenção nos ingredientes na hora da compra, pois frequentemente o leite pode estar presente no alimento como um dos ingredientes. É importante observar que alguns medicamentos possuem lactose em sua composição e, em indivíduos muito sensíveis, pode ser que esta ingestão contribua para o surgimento dos sintomas da intolerância.

Estima-se que 65% da população mundial adulta manifestem sinais e sintomas de má digestão da lactose. Em 2010, um trabalho de Wilt et al. sugeriu que o consumo diário de lactose, para adultos e jovens diagnosticados com má digestão de lactose, poderia chegar até 12g (quantidade equivalente a lactose encontrada em um copo de leite). Observou-se também que é possível uma tolerância de quantidades maiores de lactose, desde que o consumo seja realizado com outros alimentos e distribuído ao longo do dia. Neste caso, a manifestação de sinais e sintomas de intolerância à lactose puderam ser verificados quando atingido o consumo de 50g de lactose (Pereira, MCS, et al. Lácteos com baixo teor de lactose: uma necessidade para portadores de má digestão da lactose e um nicho de mercado. Rev. Inst. Latic. “Cândido Tostes”, nº 389, 67: 57-65, 2012)

Em decorrência da demanda da população, e entendendo a importância da informação, a ANVISA publicou em fevereiro uma normativa que determina a declaração quanto à presença da lactose nos alimentos e bebidas industrializados (Resoluções RDC 135 e 136/2017).

A declaração é obrigatória nos produtos que contenham lactose em quantidade maior do que 100 (cem) miligramas por 100 (cem) gramas ou mililitros do alimento tal como exposto à venda. Neste caso, os alimentos e bebidas apresentarão a frase “Contém lactose” após a lista dos ingredientes.

No caso de fórmulas infantis, fórmulas para nutrição enteral, bem como alimentos para dietas com restrição de lactose, as regras mudam um pouco.

O alimento para dietas com restrição de lactose que trouxer a informação “isento de lactose” deve apresentar quantidade de lactose igual ou menor a 100 (cem) miligramas por 100 (cem) gramas ou mililitros no produto pronto para o consumo, de acordo com as instruções de preparo do fabricante. Já aqueles que apresentarem a informação “baixo teor de lactose” devem conter quantidade de lactose maior que 100 (cem) miligramas por 100 (cem) gramas ou mililitros e igual ou menor do que 1 (um) grama por 100 (cem) gramas ou mililitros do alimento pronto para o consumo, de acordo com as instruções de preparo do fabricante.

Cabe ressaltar que estas alterações poderão ser identificadas ao longo de 12 a 24 meses a partir da publicação das normativas. Isso porque as indústrias precisam providenciar as mudanças de rotulagem e esgotar os estoques atuais dos produtos que ainda não apresentam tais informações.

Outros tipos de produtos, como os medicamentos por exemplo, ainda não apresentam este tipo de regra, mas provavelmente em breve terão obrigações semelhantes para suas rotulagens.

A referência citada pode ser encontrada no link: https://www.revistadoilct.com.br/rilct/article/viewFile/227/237

 

Matéria exclusiva dispobilizada por ABIFISA

                             

                             

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