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Protecionismo Exportação

Política protecionista de Trump leva países a negociar com o Brasil

Forte parceiro comercial dos Estados Unidos, o México negociará com o Brasil daqui duas semanas a abertura de seu mercado às exportações brasileiras de soja e carnes bovina e suína. Com isso, confirma-se a previsão do governo brasileiro de que o protecionismo da gestão de Donald Trump resultaria em oportunidades comerciais ao Brasil.

Segundo Blairo Maggi, ministro de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), a aproximação do México reflete "as movimentações políticas de Trump, que estão fazendo com que vários países que não queriam ou não podiam negociar com o Brasil, venham negociar”.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento Rural, Pesca e Alimentação do México, José Eduardo Calzada Rovirosa, virá ao Brasil para uma reunião no dia 20. O secretário mexicano sinalizou que pretendia ampliar o comércio com o Brasil, sobretudo em grãos.

Blairo já pediu a Rovirosa a abertura do mercado mexicano à carne brasileira. Atualmente, o México importa apenas carne de frango do Brasil. No ano passado, o país importou 59 mil toneladas do produto nacional, a um custo de US$ 101 milhões.

Há um ano, o Brasil iniciou as negociações para obter certificado sanitário para a venda de carne suína ao México, segundo a Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA, Brasília/DF). Na semana passada, uma missão brasileira foi ao México negociar a abertura das exportações de carne suína processada. Em relação à carne bovina, não há em curso nenhum processo de certificação sanitária para o produto in natura, conforme a CNA.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA, São Paulo/SP), Francisco Turra, está otimista com as chances de abertura do mercado mexicano à carne suína brasileira, pleito antigo da indústria. De acordo com o dirigente, uma missão de importadores mexicanos também acompanhará Rovirosa na visita ao Brasil.

Até então, o entrave para abertura do mercado mexicano era justamente a Secretaria de Agricultura do país. Os mexicanos alegam que o Brasil vacina o rebanho bovino contra a febre aftosa – doença que também afeta suínos. A tendência é que o México abra o mercado apenas para Santa Catarina, Estado livre de aftosa sem vacinação, conforme status conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Segundo Blairo Maggi, por dez anos o Brasil tentou ampliar o comércio com o México, mas "nunca houve vontade do país de criar condições para participar desse mercado". Agora, é preciso celeridade, defendeu. "Não me iludo que Trump não possa se arranjar com o México", diz, durante o encontro na Fiesp.

O ministro também disse que, em sua recente viagem à União Europeia, encontrou-se com representantes dos países que mostraram receios com a agenda de Trump. "Isso é oportunidade para o Brasil. Tenho certeza que oportunidades vão surgir", pontua Maggi.

Fonte: feed&food

 

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