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A ascensão dos ingredientes naturais

O mercado global de ingredientes cresceu 2%, em volume, em 2015 (excluindo commodities), segundo dados da Euromonitor International. Isso significa que 587 milhões de toneladas de ingredientes foram consumidos. Desse mercado, 84% dos ingredientes estão inseridos na indústria de alimentos embalados. 

Uma das tendências mais fortes em alimentos é a preferência por produtos naturais. À medida que o consumidor se torna mais consciente em relação aos produtos que consome, a demanda por produtos considerados naturais vem aumentando nos últimos anos. Resultados de uma pesquisa realizada em 20 países pela Euromonitor International em 2016 revelou que 50% das pessoas entrevistadas buscam nos rótulos de alimentos e bebidas reivindicações de produtos ‘100% naturais’.  


Mas afinal, o que é um produto natural? 

Na mesma pesquisa, a Euromonitor International perguntou aos entrevistados como eles entendiam o conceito ‘natural’ e 32% deles creditam esse tipo de produtos como um produto mais saudável. Sem uma definição clara, consumidores associam produtos naturais com os orgânicos, sem ingredientes artificiais, livres de GMO (não modificados geneticamente) e até mesmo com mínima produção. A falta de critérios definidos e órgãos regulatórios permitem que os produtores decidam por si mesmos como utilizar essa descrição em seus produtos.  


A reação dos fabricantes 

O aumento na demanda por produtos naturais tem desafiado os fornecedores de ingredientes a encontrarem alternativas de ingredientes considerados mais naturais. De acordo com os dados da Euromonitor International, a venda de produtos com reivindicações de ‘100% natural’ movimentou um mercado global de US$40 bilhões em 2015. 

A inclusão de ingredientes naturais, entretanto, não é tão simples. Além da redução do uso de ingredientes já estabelecidos no mercado há muito tempo, a utilização das alternativas naturais é tecnicamente complicada uma vez que esses ingredientes possuem propriedades diferentes e não podem ser simplesmente incorporados. Além disso, em geral, incluir ingredientes naturais gera custos maiores aos fabricantes uma vez que ingredientes em natura tendem a ser mais caros que os sintetizados.   

Um outro desafio enfrentado pelos fabricantes é manter a qualidade uma vez que o interesse por produtos mais naturais não diminuiu a exigência do consumidor em relação ao sabor do produto. Assim, as alternativas de ingredientes devem ser economicamente viáveis, porém sem alterar dramaticamente o produto.  


O futuro dos produtos naturais 

O futuro dos produtos naturais é ainda incerto. A quantidade excessiva de produtos que se auto declaram como naturais vem causando uma confusão no consumidor e descreditando os produtos que utilizam esse conceito nas embalagens. Além disso, a diluição do termo ‘natural’ pode abrir portas para outros produtos que são mais regulados, como os orgânicos, principalmente entre aqueles consumidores que buscam uma segurança maior em relação aos ingredientes consumidos.  

 A Euromonitor International projeta que o volume, em toneladas, de vendas no mundo dos produtos naturalmente saudáveis crescerá a uma taxa média fixa (ou seja não considerando inflação) ao ano de 3,9% ao ano até 2021. Os produtos orgânicos deverão apresentar uma taxa de crescimento ao ano ainda maior, de 4,5% ao ano nos próximos cinco anos. 

Saiba mais em: www.euromonitor.com  

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