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Preocupação com carboidratos ameaça a massa no Brasil

Preocupação com carboidratos ameaça a massa no Brasil

“A cautela crescente quanto ao consumo de carboidratos no Brasil exige que os fabricantes invistem em inovações saudáveis para melhorar o perfil nutricional dos produtos.”

 

Os brasileiros estão conscientes sobre os carboidratos

Os brasileiros estão cada vez mais conscientes sobre seu consumo de carboidratos. Em 2017, 41% disseram que estão limitando a quantidade de carboidratos que comem, ou que estão interessados em limitar seu consumo no futuro, conforme optam por alimentos com maior valor nutricional. A reputação dos carboidratos foi danificada pela popularidade de dietas a favor de refeições com poucos carboidratos e alto índice de proteínas para perder peso, como as dietas Atkins, Dukan e paleo. Isto aumentou a aversão aos produtos com alto índice de carboidratos em um país que passou por uma epidemia de obesidade, com 60% da população brasileira adulta obesa ou acima do peso, segundo a última pesquisa nacional de saúde em 2014. O tamanho do problema encorajou o governo a lançar uma série de iniciativas com o intuito de educar os brasileiros a comerem bem, e está mudando percepções sobre alimentos como massas, que 70% dos consumidores associam com ganho de peso.

 

As vendas de massas sofrem pela baixa popularidade dos carboidratos no Brasil

A cautela crescente quanto ao consumo de carboidratos no Brasil está afetando a categoria de massas, onde os fabricantes estão sob pressão devido ao declínio de consumo. As massas são comuns no Brasil graças à considerável comunidade italiana, com a média brasileira de uma pessoa comendo 8,3kg de massa em 2016 – mais do que consumidores nos Estados Unidos, Reino Unido e França. No entanto, os brasileiros estão comendo menos anualmente, com o declínio de 11,7% do consumo per capita entre 2012 e 2016, e há mais reduções previstas para os próximos anos. Isto dificulta o volume de vendas no mercado, que caiu 2,9% chegando a 1,2 milhões de toneladas em 2016, após um declínio de 1,1% em 2015, de acordo com a Mintel, baseado nos dados da ABIMAPI, The Nielsen Company e do Economist Intelligence Unit. O valor das vendas tem sido apoiado pela inflação alta e pela popularidade crescente de massas frescas premium, mas para se manterem relevantes em um mercado onde alimentos com alto índice de carboidratos é cada vez mais visto como prejudicial e engordativo, os fabricantes vão ter que aumentar seu compromisso com inovações saudáveis.

 

A recessão dificulta a demanda por opções saudáveis, porém o futuro promete

Uma inovação saudável é claramente necessária no mercado brasileiro de massas que sofre com o problema de imagem, porém o apelo de tais desenvolvimentos tem sido limitado pelo tumulto econômico. As massas normalmente são itens de baixo custo no Brasil, mas opções mais saudáveis são vendidas como premium, pois são mais caras para produzir. Isto é um obstáculo para lançamentos saudáveis no Brasil, passando por sua pior recessão na história, com a economia estagnada entre 2015 e 2017, enquanto o aumento da inflação e do desemprego afetam a renda dos consumidores.

Contudo, o crescimento está voltando à economia brasileira, com o aumento de 1% do PIB em 2017, e o governo prevendo um aumento de 3% em 2018. A criação de trabalhos também aumentou no país, diminuindo a taxa de desemprego, enquanto a média de inflação continua em níveis historicamente baixos. Conforme esta recuperação se fortalece, o poder de aquisição dos consumidores brasileiros vai continuar melhorando, o que sugere que as massas saudáveis podem encontrar um público alvo maior.

 

Quais afirmações saudáveis podem interessar os brasileiros?

Melhorar o perfil nutricional das massas vai ajudar os fabricantes a afrontarem as percepções de que massas contêm apenas calorias vazias. Porém, para onde eles deveriam direcionar o foco?

  • 69% dos consumidores brasileiros de massas estão interessados em opções saudáveis na categoria
  • 52% dos consumidores brasileiros estão tentando consumir mais alimentos e bebidas com alto índice de proteína, sugerindo uma demanda de massas enriquecidas com proteína
  • 47% dos consumidores da categoria dizem que gostariam de adicionar mais massas integrais em suas dietas

 

Como estão respondendo os fabricantes no Brasil?

http://www.gnpd.com/mediaserver/perform_image/AFgeUwIpgbggdEpNwIRHg+yKEGBNQUIKh1+VK?1524249003.11

 

Os carboidratos não foram realmente cortados

Konjac Spaghetti

Apesar da crescente conscientização no Brasil, poucos fabricantes reduziram o conteúdo de carboidratos ou calorias. Nos 12 meses até março de 2018, apenas 2% dos lançamentos de massas tinham alguma afirmação sobre baixo índice de carboidratos, incluindo o produto acima.

http://www.gnpd.com/mediaserver/perform_image/BCgeUwIpgbggdEpNEiEACrB9AmRbC3_6HaNAA?1524249826.83

 

Apostando em trigo e e grãos integrais

Fusilli Integral

Os esforços para que a categoria coincida com as tendências saudáveis, estão voltados às massas integrais, que constavam como apenas 11% dos lançamentos da categoria nos 12 últimos meses até março de 2018, com a maioria destacando o conteúdo superior em fibras.

http://www.gnpd.com/mediaserver/perform_image/ABgeUwIpgbggdEpNwgoItABSJEGoHCLtLcL81P0aA?1524250127.47

Nutrição positiva continua rara

Fit Food Black Bean Spaghetti

Outras afirmações nutricionais positivas continuam bastante ausentes, com apenas algumas marcas específicas inovando em relação à proteína. O exemplo acima está direcionado aos entusiastas de “alimentação fitness”.

 

Massas sem grãos podem fornecer nutrição positiva

As marcas brasileiras estão usando farinhas de trigo e grãos integrais para melhorar o perfil nutricional, no entanto, renunciar os grãos por completo talvez seja a solução mais efetiva. Farinhas de legumes e de tubérculos, como grão de bico, lentilhas vermelhas e ervilhas, têm a densidade de nutrientes superior aos grãos, se tornando um recurso da categoria de massas no mundo todo conforme as marcas se afastam do conteúdo de carboidratos. Em particular, as farinhas estão sendo usadas para aprimorar o conteúdo de proteína das massas, à medida que a busca por alegações de alto índice de proteínas continua e a demanda por proteínas à base de plantas aumenta.

É provável que as massas sem grãos e com alto índice de proteína tenham um apelo similar no Brasil, já que 52% da população está tentando comer alimentos com mais proteína, enquanto 37% está limitando a quantidade que consome de carne – o que sugere a necessidade de outras fontes de proteína. Legumes e leguminosas também têm alto índice de vitaminas e minerais, e têm o benefício de não conterem glúten. Isto terá uma repercussão particular no Brasil, onde há muito tempo leis estritas de rótulos exigem que os fabricantes especifiquem sobre o conteúdo de glúten, permitindo que “sem glúten” vire um sinônimo de saudável.

 

Massas à base de plantas continuam inexploradas no Brasil

As massas sem grãos podem ajudar a melhorar a densidade nutricional, mas ainda podem ser desagradáveis para quem adota dietas de baixo carboidratos. Mulheres brasileiras mais velhas são mais propícias de evitarem carboidratos, e muitas vão continuar fora do alcance das marcas, a não ser que desenvolvam produtos que encaixem em suas dietas. Isto sugere oportunidades para os fabricantes experimentarem a nova tendência mundial de “faux carb”, onde os produtos com alto índice de carboidratos são reelaborados utilizando vegetais de baixa caloria. Isto levou ao desenvolvimento de massas alternativas como courgetti (abobrinha italiana cortada em fios como spaghetti) e folhas de lasanha de abóbora-menina, que ainda não é conhecida no Brasil. Algumas marcas, no entanto, começaram a utilizar vegetais locais, como a mandioca e o palmito, para desenvolverem reinterpretações de massas com baixo índice de carboidratos, e esforços semelhantes são capazes de serem recompensados pelos brasileiros conscientes sobre o assunto.

 

A oportunidade

As marcas de massas precisam adaptar suas estratégias de desenvolvimento de produtos para combater a fuga crescente de carboidratos refinados com baixo valor nutricional no Brasil. Fazer experiências com farinhas de legumes e leguminosas pode melhorar a densidade nutricional das massas e pode fazer com que a categoria atenda à demanda por alimentos com alto índice de proteína, porém faux carbs vão ter mais repercussão, oferecendo uma nutrição parecida com menos carboidratos.

Matéria exclusiva: Mintel

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