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Chocolate: Reinventando um Produto Secular

Chocolate: Reinventando um Produto Secular

Como inovar numa indústria cujo sabor e textura tradicionais são consolidados por séculos de história? Leia mais na coluna deste mês.

De acordo com os historiadores, a barra de chocolate da forma como conhecemos foi criada pelo Inglês Joseph Fry em 1847, enquanto o chocolate ao leite surgiu em 1875 a partir do leite em pó, obtido por Henri Nestlé. Por muito tempo, a indústria do chocolate trilhou caminhos tradicionais. Há alguns anos, porém, vem se rendendo às mesmas tendências de consumo que atingiram outros segmentos alimentícios. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), houve uma retração de consumo nos últimos anos, mas há a predisposição para o crescimento com a retomada da economia. Para alcançar altos patamares, será preciso, porém, ir além do impulso econômico.

Inovar em uma indústria secular e tradicional é, sem dúvida, um enorme desafio. Grandes players do mercado estão atentos às mudanças de perfil dos consumidores e trabalham em novos lançamentos. Ao mesmo tempo, empresas menores e mais ágeis já vêm apresentando muitas novidades ao mercado.

 Abraçando tendências globais

Acompanhar as tendências e inovações observadas no mercado alimentício como um todo pode nortear o desenvolvimento de chocolates que atendam a modelos de consumo atuais e futuros.

Alegações como “sem açúcares adicionados” mostram-se bastante atrativas. Por isto, no Brasil, chocolates com maior teor de cacau ganham bastante espaço à medida que o consumidor os percebe como mais benéficos, e reeduca o seu paladar. Versões de barras ou recheios sem açúcar ou com uso de adoçantes naturais têm demanda inevitável, uma vez que os consumidores parecem se sentir mais confortáveis com açúcares naturalmente presentes nos ingredientes.

Com o aumento no diagnóstico de alergias alimentares, o mercado de produtos livres de alergênicos ganha força (leia aqui nossa coluna sobre o tema). O desafio para evitar contaminações cruzadas dificulta a entrada de grandes indústrias no segmento allergen-friendly, abrindo espaço para empresas menores como a americana “No Whey!”, que criou alternativas a chocolates famosos como Snickers, M&M´s e Kinder Ovo, livres de leite, glúten, ovos, soja, amendoim e qualquer tipo de nozes ou castanhas. Chocolates “ao leite” elaborados a partir de análogos vegetais são outra tendência, atendendo também ao público vegano. As marcas britânicas Plamil, Cocoalibre e Moo Free, por exemplo, oferecem chocolates elaborados com bebida de arroz muito semelhantes ao “ao leite” tradicional.  

Versões proteicas despontaram com foco no segmento fitness, sem se desviar dos atributos sensoriais. A britânica cocoa+ é um exemplo de empresa que produz ovos e barras de chocolate enriquecidos com whey protein.

Formulações clean label exigem corantes e aromatizantes provenientes de extratos naturais. O emprego do cacau cru – obtido da prensa a frio de amêndoas de cacau não torradas – vai ao encontro das tendências de consumo de produtos menos processados e é uma das novidades que ainda vai ganhar seu espaço.

As superfoods aparecem nas formulações de chocolates com apelos saudáveis, como a barra da equatoriana Pacari, com spirulina, o KitKat japonês que leva matcha e o chocolate da marca americana Trader Joe’s, com quinoa e cúrcuma.

A preocupação por consumir chocolates produzidos de forma ética e sustentável é bastante atual e leva fabricantes a optarem por utilizar cacau certificado através de sistemas como o UTZ, Fairtrade e Rainforest Alliance, além do aumento na demanda por cacau certificado orgânico.

 A experiência de consumo como diferenciação

Produzir sabores sofisticados e únicos provoca uma diferenciação nesta indústria. A harmonização de matérias primas de qualidade é indispensável. Assim como no caso do vinho e do café, a combinação de amêndoas de cacau de diferentes origens e variedades resulta em produtos muito distintos.

Inovar é possível até na própria essência do chocolate, o cacau. A Barry Callebaut lançou recentemente o “Ruby Chocolate”, de tons rosados e sabor frutado, produzido a partir de uma cultivar específica de cacau, responsável por características que valorizam um sabor incomparável. Embora a invenção tenha sido lançada apenas em 2017, grandes marcas correram atrás do lançamento, como a Nestlé do Japão que lançou a barra KitKat ‘Sublime Ruby’ no início de 2018.

Percebe-se que a tendência geral consiste na convergência entre qualidade das matérias primas, atenção às necessidades dos consumidores e valorização de conceitos premium. Unir com inteligência o erudito ao contemporâneo certamente vai engatilhar o aumento de consumidores dispostos a pagar mais por uma experiência singular de consumo.

Até a próxima –Fiquem de OLHO!

Equipe Gramkow

(Para críticas e sugestões, pedimos que entre em contato conosco: gabriel@gramkow.com.br)

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