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Desafio para o setor de orgânicos no Brasil

2018 é um ano desafiador para o setor de orgânicos

O setor de orgânicos fecha 2017 com bom desempenho, tanto no mercado interno como no mercado externo. Passamos mais um ano com um setor que cresce pela percepção de produtos lançados e de novos empreendedores que aumentam a cada dia. Não temos ainda os dados estatísticos de área certificada e de produção, mas sabemos que se mantém crescendo. Verificamos, também, interesse de novos investidores buscando valores e retornos sustentáveis para os negócios de médio e longo prazo.

No Brasil, os segmentos de produtos naturais e de nutracênicos têm crescido muito, e certamente os orgânicos estão dentro do radar de qualquer consumidor mais consciente. O consumidor procura por produtos naturais, sustentáveis, funcionais, livres de glúten, lactose, transgênicos... Por isso, todas “bandeiras” devem estar presentes para qualquer fabricante do segmento de alimentação. Não sobreviverão empresas que não estejam em compasso com o que o consumidor procura. Ingredientes saudáveis, com selo de rastreabilidade e com uma boa história da origem serão valorizados à cada dia.

O ORGANIS realizou uma pesquisa nacional e foi apontado que em média apenas 15% da população brasileira consomem produtos orgânicos. Como temos de nos organizar e estruturar se quiséssemos, por exemplo, dobrar este número?  Como criticar se nem os 15% identificados conseguimos organizar? O setor de processamento e indústria ainda carece de regularidade e volume de produtos para entrar em uma economia de escala e, se fosse analisar, teríamos talvez de duas a três empresas em condições financeiras e operacionais de crescer sozinhas se verticalizando, mas não há um caso conhecido neste processo.

Temos que ser realistas e ver que mesmo nos mercados mais maduros, como Europa e Estados Unidos, o crescimento se deu na forma de uma integração horizontal e não deverá ser diferente no Brasil. Na verdade, o caminho que o mundo orgânico se direciona é para a integração do mercado através da horizontalização do mercado, com grandes empresas e transnacionais adquirindo empresas que se estabeleceram no setor, através de aquisição de sua marca e operação, e em grande parte através de alianças estratégicas preservando sua ideologia e valores.

E os desafios para 2018? O Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável – Organis - acredita que organizar o setor é imprescindível. Precisamos que haja mais união no setor em suas cadeias primárias e secundárias e serviços, já que há um grande número de formadores de opinião que disseminam os valores e conceitos da alimentação natural e orgânica, como: nutricionistas, médicos, ambientalistas, artistas, esportistas, enfim, formadores de opinião relevantes.

Então, para as empresas de ingredientes as oportunidades são muito animadoras e, nesta equação, o consumidor continuará a ser o fiel da balança.  No Brasil, temos ainda uma cadeia primária muito pulverizada e carente de investimentos para produção e capacitação para atender à crescente demanda. 

Ming Liu – diretor do Organis – Conselho Brasileiro da Produção Orgânica e Sustentável ming@organis.org.br

 

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