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Saúde do coração: Desafios e oportunidades

Saúde do coração: Desafios e oportunidades

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 17,5 milhões de pessoas morrem a cada ano de doenças cardiovasculares (DCV), representando 31% da causa de morte no mundo inteiro. Isso faz da DCV a maior “assassina” do mundo. Hábitos pouco saudáveis, como uso de tabaco, atividade física indequada e alimentos ricos em sódio e gordura saturada aumentam as chances de se desenvolver uma DCV. Esta é uma preocupação que governos a nível nacional e internacional vêm abordando através de iniciativas de sensibilização junto ao consumidor.

 

Momento pouco ideal para alimentos e bebidas com foco na saúde cardiovascular

Em geral, os alimentos e bebidas voltados à saúde do coração foram avaliados em US$8 bilhões em 2016 em nível global segundo dados da Euromonitor International. Porém, os últimos cinco anos provaram ser os mais decepcionantes para esse segmento, apresentando uma queda de 11% em vendas globalmente. O desempenho negativo em países desenvolvidos, como Europa Ocidental e América do Norte, é o principal responsável. Nesses mercados, houve uma mudança para outros segmentos com posicionamento premium, como ‘aumento de energia’ e ‘intolerância alimentar’, que agoram assumem a liderança.


CRESCIMENTO DE VENDAS DE ALIMENTOS E BEBIDAS COM POSICIONAMENTO À SAÚDE CARDIOVASCULAR POR REGIÃO: 2011-2016

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FONTE: EUROMONITOR INTERNATIONAL

Apesar do declínio, ainda há oportunidade para produtos voltados à saúde do coração uma vez que se sabe-se que uma dieta saudável é essencial para manter sob controle os principais fatores de riscos das DVC, como colesterol, pressão alta, sobrepeso e obesidade.

 

Foco na redução de sal

Para combater as DCV, reduzir a quantidade de sal é essencial uma vez que o consumo excessivo dessa substancia contribui para a elevação da pressão arterial. Os consumidores em países desenvolvidos, particularmente, excedem em muito as recomendações do consumo ideal de sal.

Assim, os fabricantes - pressionados por iniciativas governamentais e do terceiro setor - desenvolveram soluções inovadoras, como a reformulação dos cristais de sal. No entanto, o desafio para as empresas é garantir que a redução do sal não comprometa o sabor ou textura uma vez que os consumidores não trocarão os produtos originais pelos alternativos se perceberem alguma mudança. Além disso, os consumidores frequentemente não percebem imediatamente os beneficios da redução de sal na propria saúde, assim, tornam-se relutantes em adquirir produtos que são explicitamente comercializados como “sal reduzido” - o que é demonstrado pela estagnação da categoria de produtos com sal raduzido, cujo declínio global foi de US$ 100 milhões em termos absolutos nos últimos cinco anos. Esse fraco desempenho deixa claro que reinvidicar a redução de sal na embalagem não é uma estratégia vencedora.

Essa regra, entretanto, não é geral. Em países como Japão e Brasil, por exemplo, o crescimento absoluto de produtos dentro dessa categoria foi de US$83 milhões e US$ 63 milhões, respectivamente. No Japão, os molhos e condimentos representam a maior parte do crescimento; já no Brasil, produtos como snacks salgados, mix de sementes e nozes são muito populares.

 

 

Matéria exclusiva dispobilizada por Euromonitor

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