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Poucas Barreiras Impedem Os Brasileiros De Comer Doces

Poucas barreiras impedem os brasileiros de comer doces

Há poucas barreiras que impedem os brasileiros de comer doces.

 

-Mais de oito em cada dez brasileiros adultos consumiram doces e/ou chicletes nos últimos seis meses.

-Os fabricantes não só enfrentam o desafio de atrair os 19% dos brasileiros que não consomem doces, mas também o de aumentar a frequência do seu consumo entre aqueles que se rendem aos produtos indulgentes.

-O comportamento dos apreciadores de doces relacionado ao que esses consumidores procuram nos produtos poderiam ajudar os fabricantes a encontrar outras maneiras de crescer na categoria.

Os brasileiros são consumidores ardorosos de doces e chicletes.

Mais de oito em cada dez adultos brasileiros, com mais de 16 anos de idade, comeram doces ou chicletes nos seis meses anteriores a maio de 2016, de acordo com o Sugar and Gum Confectionery Brasil, de novembro de 2016. Eles são mais propensos a comer doce (66%) do que chiclete (48%). No entanto, o consumo de doces diminui significativamente com a idade.

Como previsto, os consumidores mais jovens têm consideravelmente maior probabilidade de apreciar doces e consumir gomas de mascar do que os seus homólogos mais velhos. Apenas 6% dos jovens, na faixa de idade entre 16-24 anos, não comeram gomas de mascar ou doces nos últimos seis meses, comparado aos 44% das pessoas com 55 anos ou mais. (Ver Tabela de Dados 1)

Induzindo os consumidores a comer doces.... Ou a comê-los com mais frequência.

Embora haja um alto nível de consumo de doces entre os consumidores brasileiros, sempre há espaço para que esse mercado cresça um pouco mais. A questão principal que envolve os produtos confeccionados com açúcar e goma com relação à sua implementação inicial, ou o aumento do seu consumo, é a quantidade de açúcar dos produtos e, consequentemente, seu impacto na saúde. Vinte e nove por cento dos adultos brasileiros teme que o consumo de doces, frequente ou não, pode ser prejudicial aos dentes, por exemplo. Enquanto um quarto dos brasileiros pensa que doces e chicletes são confeccionados com uma quantidade muito alta de açúcar.

Isso sugere que os fabricantes que usam alternativas para substituir o açúcar, como o aspartame ou a sucralose em seus produtos, estão melhor posicionados com a possibilidade de aumentar sua participação no mercado brasileiro. Entretanto, 14% dos consumidores acham o uso de ingredientes artificiais na confecção desses produtos como um fator impeditivo para o seu consumo contínuo e frequente.

TABELA DE DADOS 1: CONSUMO DE DOCES À BASE DE AÇÚCAR E GOMA, POR IDADE, BRASIL, MAIO 2016.

  Qualquer doce/chiclete Qualquer doce Qualquer chiclete Não consumi nenhum desses produtos nos últimos seis meses
% % % %
Todos 81 66 48 19
Faixas etárias:        
16-24 94 79 63 6
25-34 87 70 52 13
35-44 79 63 50 21
45-54 76 62 37 24
55+ 56 45 22 44

Base: 1.500 adultos acima dos 16 anos Fonte: Ipsos Observer Brazil/Mintel

Este é um trecho retirado da publicação ‘Sugar and Gum Confectionery’ – Brasil – Novembro 2016. Maiores detalhes disponíveis no databook.

 

Além disso, 13% dos consumidores têm a percepção de que os chicletes e doces são ‘processados em demasia’, sugerindo novamente que esses produtos contêm muitos ingredientes artificiais. (Ver Tabela de Dados 2)

TABELA DE DADOS 2: EMPECILHOS PARA O AUMENTO DO CONSUMO DE CHICLETES OU DOCES, POR IDADE, BRASIL, MAIO 2016

%
Eu receio que eles podem causar danos aos meus dentes. (Por exemplo: cáries) 29
Esses produtos contêm muito açúcar. 25
Os ingredientes artificiais utilizados em doces e/ou chicletes me desencorajam a comer mais desse tipo de produto. 14
São processados em demasia 13
A quantidade de calorias é muito alta. 11
Não existe variedade nem opções suficientes para produtos com pouco ou nenhum açúcar. 10


Mais transparência poderia impulsionar o aumento do consumo de doces

‘Açúcar demais’ ou ‘muitos ingredientes artificiais’ são afirmações as quais sugerem que os fabricantes podem ficar presos entre querer fabricar produtos tradicionais, como por exemplo aqueles que contêm ‘açúcar de verdade’, e querer oferecer alternativas que contenham menos - ou nenhum - açúcar.

Base: 1.500 adultos acima de 16 anos
Fonte: Ipsos Observer Brazil/Mintel
Este é um trecho retirado da publicação ‘Sugar and Gum Confectionery’ – Brasil – Novembro 2016. Maiores detalhes disponíveis no databook

TABELA DE DADOS 3: POSTURAS E COMPORTAMENTOS EM RELAÇÃO AOS DOCES À BASE DE AÇÚCAR E GOMA, BRASIL, MAIO 2016

Fisa - Mintel.png
O comportamento dos apreciadores de doces oferece alguns caminhos na trajetória entre produtos que são ‘naturais’ dos considerados ‘artificiais’. Oitenta e seis por cento dos consumidores de confeitos que utilizam açúcar em sua composição têm a percepção de que o produto com a embalagem que identifica claramente o teor calórico dos produtos é importante, enquanto 68 % consideram que os fabricantes devem se empenhar mais no combate à obesidade.

Isto dá indícios de que o consumidor deseja mais do que apenas a quantidade de calorias informada na embalagem. Há também a busca pela informação de forma mais clara sobre o que aqueles números impressos significam. Um fabricante pode levar o conceito de contagem de calorias na embalagem mais além e apresentar o teor de gordura, calorias e açúcar de um produto confeccionado com açúcar, juntamente com uma ‘classificação de equivalência’, por exemplo, um doce equivale a uma porção específica de biscoitos doces ou sorvete. Dessa forma, eles seriam capazes de monitorar sua ingestão de açúcar, fazendo escolhas mais criteriosas e calculadas ao escolher entre diferentes tipos de produtos que têm açúcar em sua composição ou, de fato, entre doces e outras alternativas, como sorvete, biscoitos ou bolos. (Ver Figura 3)

Base: 1.214 adultos com idade acima de 16 anos que comeram doces e/ou chicletes nos últimos seis meses Fonte: Ipsos Observer Brazil/Mintel
Este é um trecho retirado da publicação ‘Sugar and Gum Confectionery’ – Brasil – Novembro 2016. Maiores detalhes disponíveis no databook.
 

Visão do Analista

- Embora brasileiros em idade adulta sejam mais susceptíveis ao consumo de doces ou chicletes, há problemas em torno de que maneira eles podem ser atraídos para o seu consumo, uma vez que esses consumidores têm preocupações sobre o teor de açúcar nos doces e os riscos associados aos ingredientes artificiais utilizados para substituir o açúcar.

- Os consumidores também estão preocupados com o conteúdo calórico dos doces e gostariam de ter essa informação exibida de forma clara na embalagem.

- Eles também estão preocupados com a obesidade e gostariam de ver os fabricantes de doces se empenharem mais no que concerne esse assunto. Em resposta à reação dos consumidores, os fabricantes poderiam considerar uma maior transparência, disponibilizando nas embalagens não apenas calorias ou teor de açúcar, mas também qual sua relação de equivalência com outros produtos.

- Os fabricantes podem contextualizar as implicações dos ingredientes utilizados para produzir os doces, como a quantidade de açúcar, calorias ou gordura, situando-o com relação a categorias alternativas de doces, como bolo, biscoito ou sorvete. Dessa forma, os consumidores poderiam então decidir como eles gostariam de usar sua ‘porção’ de calorias reservadas aos doces e outros regalos em um determinado dia ou semana.

 

Matéria exclusiva dispobilizada por MINTEL

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